terça-feira, 30 de agosto de 2011

Novas normas para evitar publicidade "verde" enganosa começam a valer hoje

Como saber se um produto realmente é aquilo que mostra a embalagem? O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) estabeleceu uma série de normas éticas, que começam a valer hoje, para quando o apelo publicitário é voltado à sustentabilidade.

O objetivo é evitar o chamado greenwashing – a “maquiagem verde”, ou seja, quando um produto ou serviço se diz sustentável, mas não é. O texto do Conselho diz que “o sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores.”

Para isso, as campanhas e produtos que façam menção ao tema devem obedecer aos princípios da: veracidade (as informações devem ser verdadeiras e passíveis de comprovação); exatidão (informações precisas, sem dados vagos e genéricos); pertinência (a informação “verde” deve ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados) e relevância (qualquer benefício ambiental anunciado deve ser significativo em termos de impacto sobre o meio ambiente).

O Conar poderá advertir ou suspender campanhas de empresas que não comprovarem os benefícios ambientais daquilo que estão oferecendo. Segundo o Conselho, a ideia não é punir as empresas, mas “elevar o nível da publicidade sobre sustentabilidade.” As normas valem para todos os meios de comunicação.

Comentário: É muito bom que tenham normas quanto às propagandas dos produtos que os anunciantes dizem ser sustentáveis. Muitas vezes os consumidores leigos quando o assunto é ecologia e meio ambiente se deixam enganar por essas propagandas enganosas. Pensando que estão fazendo um bem à natureza, as pessoas que compram e muitas vezes pagam mais caro por esses produtos acabam contruibuindo mais é com o bolso dos fabricantes, isso sim. Além de não permitir que os consumidores sejam constantemente enganados, essas novas normas ajudam as empresas que pensam em sustentabilidade para o que elas vendem - seja na fabricação das embalagens ou dos próprios produtos-, pois assim os compradores terão certeza da veracidade da publicidade "verde" do que compram.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/novas-normas-para-evitar-publicidade-%e2%80%9cverde%e2%80%9d-enganosa-comecam-a-valer-hoje/

Nenhum comentário:

Postar um comentário