terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tubos de concreto são quartos de hotel no México

E parece que a ideia de reaproveitar grandes tubos de concreto para construir hotéis está dando certo. Foi inaugurado, na aldeia mexicana Tepoztlan, o TuboHotel*. Ele é formado por vinte quartos – cada um em um tubo – que medem 2,5 metros de largura e 3,5 m de comprimento.

Apesar da essência rústica, os quartos parecem oferecer conforto, já que são equipados com uma cama queen size coberta com lençóis de algodão egípcio, mesa de luz, ventilador e uma gaveta embaixo da cama para que os hóspedes guardem suas coisas. Na ponta de cada tubo foram instaladas portas de vidros, com uma cortina para dar privacidade. Os donos do hotel garantem que as estruturas são térmicas e mantém temperatura agradável – ou “Tubo-licious”, como preferem definir - durante todo o dia.

O projeto é do escritório de design T3arc*, que levou apenas três meses para construí-lo – a um custo menor do que os hotéis convencionais, vale lembrar. Alguns tubos foram empilhados de forma a aproveitar o espaço do terreno cercado por árvores nativas e com vista panorâmica para a Serra de Tepozteco. E, como você pode ver na foto, as estruturas não sacrificam a paisagem natural.

Diferente do hotel austríaco – que é a inspiração para o TuboHotel -, o mexicano oferece banheiros e chuveiros privativos em duas casas separadas dos quartos. E a diária é a mesma todos os dias do ano: 500 pesos, que equivalem a cerca de R$ 65. Gostou? Então prepare-se para conhecer um dos destinos mais místicos do México, onde, diz a lenda, nasceu o deus Quetzalcoatl, adorado pelos astecas, toltecas e maias…

Comentário: Os tubos de concreto que não são usados se tornam inúteis e viram emntulho. Mas não com essa ideia que foi criada na Áustria e viajou ao México, de reutilizar esse material e ainda por cima gerar renda. O local onde o hotel foi construído parece ser bem agradável, e é bom que a bonita paisagem ao redor não foi destruída. Apesar de os quartos serem tubos, eles devem ser bem confortáveis e aconchegantes a julgar pelo que foi dito na metéria e pla foto apresentada. Outra parte relevante é o valor da hospedagem: R$65,00 é um valor bem barato para hotéis. Apesar de não apresentar tanta comodidade quanto os hotéis "normais", o TuboHotel é ótimo para quem gosta de experiências diferentes, inusitadas e com bastante contato com a natureza.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/hospede-se-em-um-tubo-de-concreto/

Novas normas para evitar publicidade "verde" enganosa começam a valer hoje

Como saber se um produto realmente é aquilo que mostra a embalagem? O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) estabeleceu uma série de normas éticas, que começam a valer hoje, para quando o apelo publicitário é voltado à sustentabilidade.

O objetivo é evitar o chamado greenwashing – a “maquiagem verde”, ou seja, quando um produto ou serviço se diz sustentável, mas não é. O texto do Conselho diz que “o sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores.”

Para isso, as campanhas e produtos que façam menção ao tema devem obedecer aos princípios da: veracidade (as informações devem ser verdadeiras e passíveis de comprovação); exatidão (informações precisas, sem dados vagos e genéricos); pertinência (a informação “verde” deve ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados) e relevância (qualquer benefício ambiental anunciado deve ser significativo em termos de impacto sobre o meio ambiente).

O Conar poderá advertir ou suspender campanhas de empresas que não comprovarem os benefícios ambientais daquilo que estão oferecendo. Segundo o Conselho, a ideia não é punir as empresas, mas “elevar o nível da publicidade sobre sustentabilidade.” As normas valem para todos os meios de comunicação.

Comentário: É muito bom que tenham normas quanto às propagandas dos produtos que os anunciantes dizem ser sustentáveis. Muitas vezes os consumidores leigos quando o assunto é ecologia e meio ambiente se deixam enganar por essas propagandas enganosas. Pensando que estão fazendo um bem à natureza, as pessoas que compram e muitas vezes pagam mais caro por esses produtos acabam contruibuindo mais é com o bolso dos fabricantes, isso sim. Além de não permitir que os consumidores sejam constantemente enganados, essas novas normas ajudam as empresas que pensam em sustentabilidade para o que elas vendem - seja na fabricação das embalagens ou dos próprios produtos-, pois assim os compradores terão certeza da veracidade da publicidade "verde" do que compram.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/novas-normas-para-evitar-publicidade-%e2%80%9cverde%e2%80%9d-enganosa-comecam-a-valer-hoje/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Catalytic Clothing: um vestido que purifica o ar

25 de julho de 2011
Moda sustentável não é feita, apenas, de materiais reutilizados ou pouca quantidade de matéria-prima. Um projeto das Universidades de Sheffield, Arts of London e do London College of Fashion chamado Catalytic Clothing* mostra que também é possível – e altamente benéfico para o meio ambiente e a saúde humana – criar materiais inteligentes e sustentáveis. Foi o que fizeram a designer Helen Storey e o químico Tony Ryan, os dois professores universitários. Eles desenvolveram um tecido que purifica o ar que respiramos.

A reação química que permite tal proeza vem dos fotocatalisadores, pequenas partículas que são incorporadas no tecido – como um aditivo – durante a sua fabricação. Nas lavagens, eles penetram na superfície da roupa. Quando a luz atinge os fotocatalisadores, seus elétrons reagem com as moléculas de oxigênio da atmosfera, dando origem a radicais livres. Esses radicais, por sua vez, quebram os poluentes do ar em substâncias químicas que não são nocivas à saúde. Quando, então, uma pessoa usar este vestido da foto, batizado de Herself, deixará um rastro de ar puro por onde passar. É pura química!

Os fotocatalisadores já são usados em outros materiais, como vidro, cimento e tinta, mas é a primeira vez que é aplicado em uma peça de roupa. No caso deste vestido, o professor Ryan chegou a declarar que seriam necessárias 10 milhões de pessoas para reduzir cerca de 10 toneladas de poluição em uma cidade grande como Londres. A peça ainda não é fabricada em larga escala. Mas caso chegue ao mercado, você acha que usaria para resolver o problema de poluição da sua cidade?

Comentário: o "vestido que purifica o ar" é uma criação muito interessante, mas sendo só um vestido não faz diferença alguma. Para que a ideia inicial dos cientistas dê certo e que dê para purificar significativamente o ar, devem ser criadas várias outras peças de roupa, em grande escala. Melhor ainda se virasse uma empresa de roupas multinacional. Espero que isso possa acontecer, que seja fácil e simples produzir esse tecido e que abram lojas aqui no Brasil. Vai demorar, é claro, mas não custa torcer, afinal o vestido da foto (Herself) é muito bonito mesmo. :) Ah, e para fazer mais efeito ainda, é recomendável que os produtos não sejam muito caros. Quanto mais gente usar as roupas, melhor para o mundo e melhor para nós.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/catalytic-clotihing-um-vestido-que-purifica-o-ar/

Bicicloteca: bike itinerante doa livros a moradores de rua

22 de julho de 2011
Está na Constituição brasileira: todo o cidadão tem direito à cultura e educação e, para ajudar a cumprir essa Lei, o IMV – Instituto Mobilidade Verde criou a Bicicloteca, uma bike itinerante desenvolvida para percorrer as ruas das cidades brasileiras doando livros aos moradores de rua.

Com um compartimento traseiro que tem capacidade para armazenar até 150 kg de livros, a Bicicloteca é capaz de levar a leitura a centenas de desabrigados, que para ganhar uma obra só precisam fazer uma promessa: doar o livro para outro morador de rua, quando terminarem a leitura – já que seria inviável pedir para que obras fossem devolvidas à biblioteca, como de costume.

O projeto ainda está no começo e a primeira Bicicloteca do IMV será doada, na próxima segunda-feira, 25 de julho – não por acaso, o Dia do Escritor – para o MEPSRSP – Movimento Estadual de População em Situação de Rua de São Paulo, que oferece assessoria jurídica aos desabrigados, além de encaminhá-los para projetos sociais e empresas dispostas a oferecer emprego.

Até o final do ano, o Instituto ainda pretende entregar outras nove Biciclotecas, em diferentes cidades brasileiras, para ONGs comprometidas com projetos que visam levar cultura à comunidade, que receberão todo o auxílio do IMV para implantar a iniciativa. (As organizações dispostas a receber uma bike itinerante podem enviar ao IMV, no e-mail contato@mobilidadeverde.org, um pedido formal, que será avaliado pelo Instituto)

Quem tiver livros em casa também pode participar do projeto, doando as obras – pessoalmente ou pelo correio – para a Biblioteca Municipal Mário de Andrade (Rua da Consolação, nº 94, República – São Paulo/SP), que encaminhará os livros para as Biciclotecas do IMV.

E aí, gostou da iniciativa?

Comentário: a Bicicloteca é uma boa ideia, afinal ler é uma ótima diversão, e os moradores de rua, tão esquecidos e ignorados pela sociedade, devem ter oportunidade de conhecer bons livros. Afinal, uma parte dos moradores de rua não nasceu de outros mendigos e pode receber educação quando criança. Entretanto, a maioria dos moradores de rua não é alfabetizada ou não se interessa por leitura, o que resultaria em livros inutilizados e , por consequência, em desperdício de papel, além de obras que seriam, por exemplo, queimadas quando fizesse frio.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/bicicloteca-bike-itinerante-leva-livros-a-moradores-de-rua/

Brinquedos eróticos podem causar infertilidade

13 de julho de 2011
Eles são ótimos “instrumentos de prazer”, mas segundo estudo divulgado pela Universidade de Rochester, em Nova York, os brinquedos eróticos podem estar prejudicando a saúde de seus usuários. O motivo? A pesquisa, desenvolvida pela médica Shanna Swan, revelou que uma das substâncias usadas para produzir estes artigos – o ftalato – pode comprometer nosso sistema endócrino.

O material é o “queridinho” da indústria do prazer porque garante mais flexibilidade e elasticidade aos brinquedinhos plásticos, mas esse maior conforto pode ter um preço caro. Entre os problemas de saúde que o uso de um simples vibrador, por exemplo, poderia causar, estão infertilidade, diabetes, puberdade precoce e obesidade. Nas grávidas, o estrago seria ainda maior: segundo o estudo, as mamães que utilizam brinquedos eróticos correm o risco de contaminar, pela corrente sanguínea, seus bebês, que podem nascer com deformidades no sistema reprodutor.

A pesquisa da Dra. Swan não é a primeira a alertar sobre os possíveis danos do ftalato – que, inclusive, é utilizado por algumas empresas na fabricação de outros artigos de plástico, como escovas de dente, brinquedos infantis e borrachas de lápis. No entanto, nenhum dos estudos foi capaz de comprovar cientificamente os prejuízos do contato direto com o ftalato, o que inviabiliza leis que proíbam a utilização da substância. Na dúvida, alguns países restringem seu uso: no Brasil, por exemplo, a Anvisa só permite a presença do ftalato em até 3% da composição total do plástico – o que, na opinião de muitos especialistas, não é suficiente para assegurar a saúde dos consumidores.

Qual seria, então, a alternativa para se proteger? Claro que medidas extremistas, como deixar de usar brinquedos eróticos, não são necessárias! (Aliás, você sabe como descartar esses artigos? Descubra em O que fazer com brinquedos eróticos velhos?) A dica é que o consumidor fique de olho na composição do produto, para optar pelos que não possuem ftalato, ou então utilize os artigos eróticos com camisinha – que não é feita com a substância.

De quebra, ainda damos uma forcinha ao meio ambiente, já que pesquisas do EEB –Escritório Europeu de Meio Ambiente mostram que o ftalato também contamina a água e os solos e, assim como acontece com os seres humanos, prejudica a saúde das plantas e animais que entram em contato com ele.

Vale ficar de olho e divulgar a informação! Afinal, prazer não combina com nenhum tipo de preocupação – seja com a saúde ou com o meio ambiente.

Comentário: depois de tantas informações úteis, práticas e criativas aqui no blog, tinha que haver uma que é o contrário de tudo isso. Os estudos da Dra. Swan foram em vão, do meu ponto de vista. Depois de tanto tempo com tantas pessoas se divertindo com brinquedos eróticos, vem a doutora e fala que eles são perigosos. Nunca li uma notícia falando que alguém tinha morrido por usar vibrador ou algo do tipo. Com certeza quem gosta não vai parar de usar só porque existe uma chance do ftalato contido nos objetos causar obesidade, diabetes, etc... Aliás, fiquei me perguntando como um brinquedo erótico pode causar obesidade. (?) Achei estranho. O máximo que pode acontecer é que mulheres grávidas que tiverem lido essa reportagem parem de usar os objetos no período de gestação.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/brinquedos-eroticos-podem-causar-infertilidade/

Taiwaneses têm desconto em lanchonetes quando levam o copo de casa

4 de julho de 2011
O governo de Taiwan regulamentou, há um mês, uma norma que incentiva lanchonetes de fast-food e lojas de conveniência do país a reduzirem o uso de copos descartáveis. Ela estabelece que o cliente que levar seu próprio copo de casa terá direito a um desconto ou refil de bebida.

Mas não pode ser qualquer copo, é claro. Só ganham o privilégio aqueles que forem reutilizáveis e recicláveis, que não contenham plástico PVC, metais pesados ou substâncias consideradas prejudiciais à saúde, como o bisfenol A. Vale lembrar que em alguns países, como Canadá e Dinamarca, o uso do bisfenol A na produção de plástico é proibido. Para orientar a população, o governo disponibilizou a classificação de plásticos e seus atributos de uso e resistência no site de seu Departamento de Saúde.

De acordo com Lai Ying-ing, vice-diretor do departamento de resíduos da Agência de Proteção Ambiental de Taiwan, o país consome cerca de 1,5 bilhão de copos descartáveis ao ano. Com a nova norma, a expectativa é a de que o número diminua 30% – ou seja, uma economia de 450 milhões de copos por ano. Até agora, 4,4% dos taiwaneses aderiram à nova prática.

Segundo a Agência, 271 empresas aderiram à nova regulamentação, totalizando cerca de 16 mil lojas. Mais de 90% delas dão desconto, que é de cerca de R$ 0,53 a cada compra de bebida. Algumas oferecem um cartão de pontos, que dá direito a uma bebida gratuita quando ele estiver preenchido com dez pontos. E aqueles que não beneficiarem os clientes que chegam com o próprio copo podem ser multados pelo governo! A multa varia entre R$ 3.200 e R$ 16.400.

Gostou da iniciativa? Estaria disposto a levar seu copo a lanchonetes para evitar o consumo de descartáveis? Diga se achou uma boa ideia ou mais uma bobagem da atualidade…

Comentário: ultimamente tenho visto tantas ideias simples e úteis que até me assusto quando eu vejo que o governo dos países não imita a ideia dos outros. Afinal, diretamente de Taiwan, essa é mais uma iniciativa que poderia dar muito certo se fosse trazida para o Brasil. No nosso país em desenvolvimento, ninguém dispensa um descontinho, nem que seja mínimo. Eu com certeza seria uma adepta dessa febre promocional para ter mais moedas a guardar no porquinho e para exibir um copo bem charmoso por aí. No fim ninguém iria ligar para o objetivo real de tudo isso, mas mesmo sem ter consciência disso, todos estariam contribuindo para produzir menos lixo.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/taiwaneses-tem-desconto-em-lanchonetes-quando-levam-o-copo-de-casa/