sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Orangotangos são incentivados a fumar nos zoos da Indonésia

A denúncia foi feita por ativistas do COP – Centro de Proteção aos Orangotangos*, que flagraram, neste mês de setembro, os visitantes do zoológico Taru Jurug, na Indonésia, jogando cigarros acessos dentro das jaulas dos primatas – que, na maior desenvoltura, pegam a droga e começam a tragá-la.

Segundo investigação do COP, há anos os orangotangos deste zoo – e, também, de outros da Indonésia – vêm sendo “presenteados” com cigarros pelo público, que, não satisfeito em dar a droga aos animais, ainda os ensina a fumar. Sabe como? Eles se aproveitam da enorme inteligência dos orangotangos – que têm facilidade em aprender por meio de observação – e fumam do lado de fora das jaulas, após jogar o cigarro para o animal, que, rapidamente, entende o que deve ser feito com o “presente”.

E mais: a administração desses zoológicos tem conhecimento da atitude dos visitantes e não faz nada para inibi-la. Pelo contrário: no zoo Taru Jurug, por exemplo, os próprios funcionários jogam cigarros acesos para os orangotangos por “pena” dos bichos, que a esta altura já estão viciados no tabaco e, por vezes, ficam muito agitados ao sentir falta da droga. Assista ao vídeo de um dos orangotangos de Taru Jurug que foi flagrado fumando.

Mesmo após a denúncia pública feita pelo COP, os zoológicos da Indonésia não demonstraram nenhum interesse em coibir a prática – que, infelizmente, já foi flagrada, também, em outros países como África do Sul, Rússia e EUA – e tão pouco as autoridades nacionais se pronunciaram sobre o assunto. Felizmente, nem todos os orangotangos caem na “brincadeira” dos visitantes e aceitam o cigarro (assista a um dos primatas do Buch Gardens, na Flórida, rejeitando a droga). Pelo menos, isso…

Comentário: É deprimente ver outras espécies ficando cada vez mais parecidas com o ser humano, esse animal tão "racional"...

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/orangotangos-sao-incentivados-a-fumar-nos-zoos-da-indonesia/

EUA: pesquisadores desenvolvem "isopor verde" de cogumelo


Esqueça as embalagens, copos descartáveis, maquetes e coolers de isopor! Se depender dos pesquisadores norte-americanos Eben Bayer e Gavin McIntyre, este material – cuja reciclagem não é incentivada, o que faz com que ocupe muito espaço nos aterros sanitários – está com os dias contados. O substituto? O cogumelo!

Os especialistas desenvolveram um material tão resistente ao calor quanto o isopor, mas que é feito de forma orgânica, a partir do fungo e de subprodutos agrícolas – como palha de milho e casca de trigo. Funciona assim: uma espécie de raiz do cogumelo, conhecida como micélio, é colocada em uma estufa junto com os restos agrícolas. O fungo, então, se desenvolve e vai formando uma espécie de liga com as sobras. Em cerca de sete dias, o “isopor de cogumelo” está pronto.

De acordo com os pesquisadores, o processo de fabricação do material usa cerca de 10 vezes menos energia, se comparado ao isopor tradicional – já que os cogumelos são cultivados no escuro e sem necessidade de rega –, e ainda dispensa o uso de insumos petroquímicos. Quer mais? O EcoCradle, como foi batizado, é biodegradável. Ou seja, depois que perder a utilidade, pode ser quebrado em pedaços menores e enterrado no jardim – e ainda aduba a terra!

A invenção foi tão bem aceita pela comunidade científica que o Instituto Politécnico Rensselaer, onde os pesquisadores atuam, ofereceu apoio financeiro para que eles criassem sua própria empresa para levar a ideia para o mercado, a Ecovative Design, e foi exatamente o que eles fizeram. O EcoCradle já está sendo vendido, mas apenas para localidades próximas a Nova York, onde fica a companhia. O motivo? Os pesquisadores não querem que o produto perca seu viés sustentável ao ser responsável pelas emissões geradas durante uma viagem internacional.

E aí, o que você achou do “isopor de cogumelo”? Você substituiria o isopor original por ele?

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/eua-pesquisadores-desenvolvem-isopor-verde-de-cogumelo/

Fraldas e absorventes descartáveis sujos podem ser reciclados

Não há dúvidas de que as fraldas descartáveis geram um grande prejuízo ao meio ambiente. Elas se acumulam aos montes em lixões e aterros sanitários e demoram cerca de 500 anos para se decompor. Estima-se que um bebê use por volta de seis mil fraldas desse tipo até que passe para o pinico. Já as fraldas de pano podem ser usadas várias vezes e, mesmo demandando gasto com água para a lavagem, seu impacto é menor. A sustentabilidade, na maioria dos casos, vai na direção da reutilização – e as fraldas de algodão podem ser reusadas até 100 vezes.

Mas, vamos admitir, as mães modernas têm preferência pelas descartáveis. Quando se fala em absorventes femininos, então, são pouquíssimas as mulheres que, em nome da consciência ambiental, preferem os produtos de algodão que podem ser usados de novo depois de limpos.

Já que nesse caso é tão difícil reduzir o consumo e descarte, uma empresa canadense desenvolveu uma solução interessante e inaugurou, no Reino Unido, uma usina de reciclagem de fraldas, absorventes femininos e geriátricos – sujos, é claro (leia Primeira usina de reciclagem de fraldas descartáveis).

A reciclagem tem dois processos:
- o material orgânico – ou seja, o cocô dos bebês – é separado, seco e transformado em gás para a geração de energia e
- as fraldas e absorventes são esterelizados, lavados e passam por um tratamento químico que tira o gel absorvente de resíduos líquidos. Depois de limpo novamente, o plástico é comprimido e triturado em pequenas partes, que podem dar origem a produtos como madeira plástica, telhas e outros materiais absorventes.

A Knowaste, empresa responsável pela solução, calcula que a reciclagem de fraldas e absorventes sujos evitará a emissão de 22 mil toneladas de carbono por ano. É uma boa contribuição… Agora, será que estamos perto de tecnologias que reciclem outros materiais sujos, como guardanapo ou papel higiênico? Aproveite e comente se você gostaria que a iniciativa chegasse por aqui e se ela ajudaria a reduzir o seu lixo que vai para os aterros sanitários.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/fraldas-e-absorventes-descartaveis-sujos-podem-ser-reciclados/

Site reúne informações para ajudar consumidor a escolher produtos e serviços

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCes) criou o Catálogo Sustentável, site que concentra informações sobre produtos e serviços das mais diversas naturezas (vestuário, transporte, limpeza, informática, eventos…) para ajudar o consumidor a escolher produtos e serviços que têm impacto ambiental menor em relação aos similares.

As avaliações são feitas por uma equipe de especialistas do Centro de Estudos, a partir de critérios como uso de agrotóxicos e adubos químicos, produtos com certificação energética, uso de matéria-prima e combustível renovável, baixa emissão de gases tóxicos, uso de materiais biodegradáveis, possibilidade de uso de material reciclado e refil, coleta e destinação ambientalmente adequada, certificação florestal e vários outros. É possível achar produtos que vão de papel toalha a maquiagem e calçados, passando por azeite e grãos. Na descrição, são apresentadas informações técnicas, características sustentáveis e avaliação de impactos ambientais da categoria em que se insere (matéria-prima, processo produtivo, utilização e descarte final).
Antes de fazer suas próximas compras – seja no supermercado, no shopping ou na loja de construção – vale a pena dar uma olhada. O catálogo ainda não oferece opções avaliadas em todas as categorias e materiais, mas traz outros detalhes interessantes como um link de publicações sobre sustentabilidade.

Comentário: Não gostei do site. A ideia pode até não ser tão ruim, mas também é nada prática. Imagino que sejam muito poucas as pessoas que usam esse site - talvez sejam só os criadores do mesmo que usem :) Fiz uma pesquisa no site - perfume - RS, Porto Alegre. Não coloquei palavra-chave, e mesmo assim não houve resultados para a busca, ou seja, o site é muito limitado. Para essa ideia dar certo ele deveria ter muito mais informações. Enfim, não gostei mesmo. Então procurei uma coisa mais simples: ovos, no Rio Grande do Sul. Apareceram 3 itens, sem imagem, apenas com uma descrição desnecessária. Cliquei no link, e não encontrei muita coisa além disso. Ou seja, é muito mais fácil ir até uma loja e ver se um produto é sustentável ou não ali mesmo, porque o site mostra a mesma coisa que podemos ver ao vivo, que é muito mais válido.

Link: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/site-reune-informacoes-para-ajudar-consumidor-a-escolher-produtos-e-servicos/