quinta-feira, 31 de março de 2011

Ibama multa prefeito de Belém por existência de lixão

29/03/2011 - 19h03
O Ibama do Pará multou a prefeitura e o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), pela existência de um lixão a céu aberto sem licença ambiental e sem tratamento dos resíduos sólidos. Costa fica sujeito à multa de R$ 4.000 por dia após ser notificado. Para a prefeitura, o valor é de R$ 40 mil diários, até que apresente um projeto concreto para adequar a área.
Hoje, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o aterro do Aurá recebe diariamente cerca de 2.000 toneladas de lixo originado em Belém e outras cinco cidades. Localizado próximo ao município de Ananindeua, atrai urubus e catadores de lixo. A ausência de ações de proteção, de acordo com o órgão, permite por exemplo que o chorume produzido atinja um igarapé que deságua no rio Guamá, onde é captada parte da água que abastece a capital paraense.
Ainda conforme o Ibama, a Secretaria de Saneamento já havia sido notificada duas vezes para apresentar melhorias, em 2009 e fevereiro de 2011. Como avaliou que nenhuma medida foi tomada, aplicou as multas. O prefeito também foi responsabilizado porque o Ibama o considera gestor do aterro. Procurada, a Prefeitura de Belém não soube confirmar se recebeu oficialmente o comunicado e disse que só vai se manifestar depois de análise da assessoria jurídica.
Comentário:
Os lixões são áreas a céu aberto onde os resíduos são despejados, sem nenhum tipo de cuidado com o solo. Eles nunca atendem a normas de controle e estão proibidos no Brasil. Portanto, a situação de Belém está irregularizada... Para que a prefeitura de Belém do Pará fique dentro das normas ambientais é possível fazer um aterro controlado, que é praticamente um lixão, mas é coberto por terra, e depois tem camadas sucessivas de terra e lixo, mas sem procedimentos de impermeabilização do solo. Entretanto, a melhor coisa a fazer é o aterro sanitário. Esse obedece a uma série de normas e procedimentos a fim de minimizar o impacto sobre o meio ambiente. O aterro sanitário é o ideal, pois com ele não há urubus nem mau cheiro.
Link:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/895635-ibama-multa-prefeito-de-belem-por-existencia-de-lixao.shtml

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mais de 3.800 cidades em 134 países marcam a Hora do Planeta

26/03/2011 - 22h03
Centenas de monumentos e milhões de casas ao redor em mais de 3.800 cidades em 134 países apagaram as luzes neste sábado para comemorar a Hora do Planeta, uma iniciativa mundial para sensibilizar a opinião pública sobre o aquecimento global e a necessidade de se preservar o ambiente.
Só no Brasil, mais de 123 cidades participaram. O evento teve início no Pacífico, nas ilhas Fiji, Nova Zelândia e Austrália, propagando-se pela Ásia, Europa, África e América, conforme a noite avançava pela globo. A Ópera de Sydney foi o primeiro dos grandes monumentos a ficar às escuras, seguido pelo estádio "Ninho do Pássaro" de Pequim, que acolheu os Jogos Olímpicos de 2008. Posteriormente foi a vez da Europa, com a Acrópole de Atenas e outros lugares históricos gregos como as colunas do templo de Poseidon, a catedral Notre-Dame de Paris e o London Eye, da capital britânica, apagando suas luzes. A Torre Eiffel só ficou às escuras durante cinco minutos por motivos de segurança, segundo a prefeitura de Paris. Em Nova York, os luminosos da Times Square ficaram desligados.

INICIATIVA ECOLÓGICA


A iniciativa, criada na Austrália em 2007 pela organização de defesa da natureza WWF (sigla em inglês para World Wildlife Fund), tem como objetivo chamar a atenção sobre o processo do aquecimento global. "A quantidade de energia que se poupa durante o tempo em que as luzes ficam apagadas não é o aspecto principal desta ação", explicou o diretor executivo da Hora do Planeta, Andy Ridley. "Trata-se de demonstrar o que pode acontecer quando as pessoas se unem", explicou. Os organizadores também pediram que nesta edição do evento os participantes se comprometam a realizar uma ação, grande ou pequena, durante todo o ano para ajudar o planeta. Ridley explicou que a edição deste ano também se concentrará em conectar as pessoas através da internet para que possam se motivar mutuamente em seu compromisso de preservar o meio ambiente. No momento em que o evento começou no Pacífico, cerca de 600 mil pessoas disseram "eu curti" na página oficial da Hora do Planeta no Facebook. Moradores de diversas cidades brasileiras apagaram as luzes na noite deste sábado para participar da campanha ambiental Hora do Planeta.

NO BRASIL


Entidades e prefeituras também aderiram à campanha e cortaram a iluminação de monumentos. Ficaram às escuras a partir das 20h30 o Cristo Redentor, no Rio, e a ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo. No Brasil, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão e às famílias atingidas pelas enchentes no Rio de Janeiro e em outros Estados. O Rio, que participa pela terceira vez da campanha, é a sede do evento no Brasil e, além do Cristo, apagou as luzes dos arcos da Lapa e da orla da praia de Copacabana. Outras 18 capitais, como Brasília, Curitiba e Salvador, também anunciaram ter aderido à Hora do Planeta apagando a iluminação de monumentos famosos. A organização ambientalista WWF, responsável pela iniciativa, estima que serão mais de 4.000 cidades de 130 países do mundo a apoiar a campanha.
Comentário:
A reportagem acima mostra o empenho do governo de vários países em contribuir para a Hora do Planeta, iniciativa criada pela organização em defesa da natureza WWF. Apesar de um dos objetivos da ação ser demonstrar o que pode acontecer quando as pessoas se unem, ao meu ver a meta não foi atingida, pelo menos aqui no Brasil. Isso aconteceu por vários motivos, como por exemplo:
1- Quem não lê jornal, sites de notícias ou não foi avisado por alguém que no sábado, das 20:30h às 21:30h aconteceria a Hora do Planeta com certeza não participou, pois não houve outro jeito de tomar conhecimento da ação.
2- A Hora do Planeta começou no mesmo horário em que inicia o tele-jornal mais famoso do Brasil, que em muitas famílias já é até tradição assistir.
3- Famílias com crianças pequenas, por exemplo, ficaram impossibilitadas de apagar as luzes, afinal os bebês precisam de atenção especial e até uma certa idade não entendem como funciona o mundo externo.
Enfim, é difícil fazer todo mundo se mobilizar e entender os motivos de uma ação como essa, que tem como pretensão sensibilizar as pessoas sobre o planeta em que vivemos e fazer a gente se dar conta de que unidos somos mais.
Link:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/894458-mais-de-3800-cidades-em-134-paises-marcam-a-hora-do-planeta.shtml

segunda-feira, 28 de março de 2011

Greenpeace pede a Dilma fim do uso da energia nuclear no Brasil

18/03/2011 - 11h01
Ativistas do Greenpeace fizeram nesta sexta-feira um ato em frente ao Palácio do Planalto pedindo à presidenta Dilma Rousseff o fim do uso da energia nuclear no país.

Vestidos com capas de proteção e máscaras, um grupo subiu a rampa do Planalto e abriu uma faixa com a frase "A energia que mata. Dilma, nuclear não".

Citando o acidente na Usina Nuclear de Fukishima, no Japão, os manifestantes pedem a suspensão da construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, e a paralisação dos investimentos em energia nuclear.

"Pedimos que a presidenta Dilma tome um posicionamento mais ágil em relação à energia nuclear. Países como a Alemanha já cancelaram o funcionamento de reatores mais antigos. Podemos ser o primeiro grande país a usar 100% de energia limpa", disse Ricardo Baitelo, responsável pela campanha de energia do Greenpeace.

Representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República conversaram com os ativistas e receberam o manifesto do Greenpeace.

O secretário de articulação social, Antônio Lambertucci, disse que a demanda da organização será encaminhada a Dilma. "Essa demanda vai chegar à presidente por meio do ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho. Nos colocamos à disposição para recebê-los porque nossa função é dialogar", disse Lambertuci.

Três manifestantes do Greenpeace permaneceram por alguns minutos sentados embaixo da rampa do Palácio do Planalto e foram conduzidos pela segurança à Polícia Federal.

Comentário:
Concordo com o que defendem os ativistas do Greenpeace. O acidente de Fukishima é mais um motivo para que o governo brasileiro se dê conta de que não é bom trazer a energia nuclear para o nosso país. É arriscado e desnecessário, visto que no Brasil temos ótimas condições para produzir energia elétrica de outras maneiras. A Usina Hidrelétrica de Itaipu está aí para provar que é possível gerar energia de forma limpa e renovável (Afinal a binacional Itaipu é a MAIOR geradora de energia com essas características do planeta). Se tivesse que escolher entre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a construção da Usina Nuclear Angra 3 no Brasil, ficaria com a primeira opção apesar de toda a polêmica em volta de Belo Monte. Nada pode ser perfeito, então prefiro o uso de energia limpa e segura.

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/890553-greenpeace-pede-a-dilma-fim-do-uso-da-energia-nuclear-no-brasil.shtml

terça-feira, 22 de março de 2011

Projeto ambiental coloca turista para viver como macacos

11/03/2011 - 13h05
Voar pela selva em uma tirolesa e dormir nas árvores como os macacos é a experiência de um ambicioso projeto de conservação no norte de Laos, que incentiva a adesão de ex-caçadores a um ecoturismo atípico.
As cabanas ficam a cerca de 40 metros de altura, com cabos que medem até 700 metros de comprimento. Por eles, viaja-se a uma velocidade média de 80 km/h.
Como se isso não bastasse, o cinto de retenção é apenas uma polia de aço simples com um pedaço de pneu de bicicleta para usar como freio.
"É simplesmente alucinante, como voar", assegura Nathan, um mochileiro americano que apoia suas pernas em um tronco para se impulsionar e ir mais rápido ainda na tirolesa.
Após uma breve conversa sobre as normas básicas de segurança, os hóspedes têm total liberdade para deslizarem várias vezes pelos cabos até que escureça, pois só é proibido praticar a atividade à noite.
A aventura é parte da Gibbon Experience, chamada dessa maneira por que está inspirada no gibão (Hylobates pileatus).
Tal primata pequeno e escorregadio também se encontra no Vietnã e no sul da China, e se achava já extinto na região no início da década passada, precisamente quando o cientista francês Jeff Reumaux chegou à província de Bokeo.
Reumaux demorou cinco anos para obter dinheiro suficiente para construir as casas nas árvores com banheiros e água corrente, além da rede de tirolesa que as une.
Também não foi fácil convencer as autoridades locais para que declarassem como reserva natural mais de 123 mil hectares de floresta onde, na época, a tribo hmong capturava elefantes, macacos, ursos e tigres.
Esses mesmos caçadores se tornaram guardas florestais e guias que mantêm suas famílias sem prejudicar o ecossistema.

EX-CAÇADORES

"Há alguns anos, mal podia alimentar minha mulher e meus filhos com o que ganhava com a caça, mas hoje vivemos muito melhor sem precisar matar nenhum animal", assinala em um precário inglês Vong, que só precisa de um par de chinelos para se movimentar pela selva, que conhece como a palma de sua mão.
Na reserva vivem atualmente 400 gibões, a grande exigência do projeto e cujos cantos se podem escutar ao amanhecer, embora é preciso ter muita sorte para encontrá-los a distância.
"Não vi nenhum, mas não tem problema. Para mim, a experiência não é contemplá-los e sim viver como eles", comenta Lotte, outra turista que não se importou em caminhar durante mais de quatro horas e sofrer picadas de insetos e sanguessugas para chegar às casas nas árvores.
A dificuldade do trajeto afasta o turismo das massas, que prefere ver os gibões de maneira mais cômoda em zoológicos e em espaços mais acessível na vizinha Tailândia.
O francês explica à agência de notícias Efe que seu objetivo não é transformar a selva em uma mera atração turística, mas apresentar aos habitantes um modo alternativo de seguir explorando a natureza sem cortar árvores ou matar animais.
"Queremos mostrar que conservar a selva é melhor que destruí-la. Isso talvez seja óbvio para nós, mas para poder persuadi-los temos que provar que é possível viver assim", indica o francês.
Para cumprir essa meta, uma parte do dinheiro arrecadado pelo ecoturismo é investida em modernos sistemas de irrigação para arrozais e outros cultivos, consumidos pelas famílias que já não precisam queimar parte da floresta, como outros camponeses da região.
"É caro, mas simples e eficaz, e prova que preservar as florestas não precisa ser um assunto político", conclui Reumaux.

Comentário: É ótima a iniciativa do cientista Jeff Reumaux em transformar, com as suas próprias mãos, uma selva que só estava sendo destruída em um lugar para fazer ecoturismo de uma maneira muito diferente da que estamos acostumados. No local vivem 400 gibões, que não são mais caçados nem incomodados, afinal além da floresta ter mais de 123 mil hectares (o que é um espaço bastante grande para os primatas) essa espécie costuma ocupar as zonas mais altas da floresta e raramente descem ao chão, então não têm contato com os humanos. O melhor da Gibbon Expierence são as mudanças que ocorreram na forma de viver e de pensar das pessoas que já viviam por lá. Com o turismo, os caçadores tornaram-se ex-caçadores, pois substituíram seu trabalho ecologicamente incorreto e que não gerava muita renda pelo trabalho de guia ou guarda florestal, que proporciona uma vida melhor aos próprios e às suas famílias.


Link: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/887311-projeto-ambiental-coloca-turista-para-viver-como-macacos.shtml

domingo, 20 de março de 2011

Cientistas produzem células da memória em laboratório

04/03/2011 - 17h29

Pela primeira vez, cientistas americanos produziram células do cérebro humano que podem acelerar a busca por drogas e levar a novos tratamentos para o Alzheimer, uma doença devastadora e neurodegenerativa incurável.
A informação foi publicada nesta sexta-feira no site do jornal britânico "Guardian".
Os neurônios recém-produzidos podem ser úteis na busca por medicamentos que retardam a progressão da doença e pavimentar o caminho dos transplantes de células do cérebro para tratar a perda de memória associada à doença.
O Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta cerca de 465 mil pessoas no Reino Unido. A doença se espalha quando placas e emaranhados se formam no cérebro e células nervosas críticas morrem. Um em cada 14 pessoas com idade acima de 65 anos sofre da doença.
Nos estágios iniciais do Alzheimer, muitos pacientes sofrem lapsos de memória e lutam para encontrar as palavras certas. Depois de algum tempo, eles podem se tornar totalmente dependentes de seus cuidadores.
Pesquisadores dos EUA produziram remessas de neurônios do cérebro, acrescentando fatores químicos de crescimento a células-tronco embrionárias humanas. A técnica permite que os cientistas cultivem uma fonte quase ilimitada de células cerebrais.
Os neurônios feitos no laboratório eram do tipo que causa a perda de memória quando param de trabalhar nas fases iniciais da doença de Alzheimer.
"Esta é uma população de células que morre logo no início da doença e são essenciais para a função de memória. Então, compreender porque essas células morrem, e o que poderia impedi-las de morrer, será extremamente importante para a compreensão e o tratamento do Alzheimer", disse John Kessler, do departamento de neurologia da Universidade de Northwestern, em Chicago.
"Eu não quero que as pessoas pensem que de repente teremos um tratamento e uma cura para a doença. O que temos agora é algo que vai ser muito útil para nos levar até lá", acrescentou Kessler. A pesquisa foi publicada na revista "Stem Cells".
Enquanto as células do cérebro poderiam ajudar os fabricantes a produzir medicamentos que protegem os neurônios contra os estragos do Alzheimer, a perspectiva de transplantes de células do cérebro para tratar a doença é um sonho distante.
No último estudo, os neurônios foram feitos a partir de células-tronco embrionárias, que podem crescer em quase qualquer tecido do corpo. Se qualquer uma dessas células-tronco se confundissem com os neurônios, elas poderiam se transformar em tumores quando transplantadas para o cérebro.
Além disso, para impedir que o paciente rejeite o transplante, os pacientes teriam que tomar medicamentos para suprimir o sistema imunológico, o que aumenta o risco de câncer.
"Em primeiro lugar temos que verificar se essas células são seguras", Kessler.

Comentário: Produzir em laboratório os neurônios que causam o Alzheimer é essencial para encontrar a cura da doença. Afinal ela se espalha quando células essenciais para a memória morrem , então o que precisa ser estudado primeiro são as causas, ou seja, é necessário saber o motivo pelo qual tais células morrem para depois encontrar uma forma de impedi-las de morrer. Nem todas as doenças precisam de tudo isso para serem tratadas. O câncer, por exemplo, tem cura, mas não se sabe o motivo da doença. Exposição excessiva ao sol e cigarro podem causar essa moléstia, mas e quanto a quem não se expõe muito ao sol, não fuma e tem câncer? Outros fatores que podem ocasionar no surgimento dessa doença ainda estão em estudo. Ainda assim há tratamento, que consiste na destruição das células doentes. Isso é simples, diferente do Alzheimer, em que o problema não se resolve tirando as células deficientes do nosso corpo, mas tratando-as para que elas continuem funcionando, o que exige um conhecimento mais aprofundado da moléstia.
Entretanto, apesar da notícia apresentada ser boa, não há motivo para comemorar muito. Afinal, essas pesquisas demoram bastante para ter um resultado. Talvez tenhamos que esperar anos, até décadas para que finalmente os cientistas achem uma maneira de curar o Alzheimer.


Link:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/884499-cientistas-produzem-celulas-da-memoria-em-laboratorio.shtml